Sobre o Amor sempre me ocorre uma ideia que nasceu da contemplação de uma oração que tantas e tantas vezes rezei, ei-la: Senhor Jesus
Ensinai-me a ser generoso
A servir-Vos como Vós o mereceis
A dar-me sem medida
A lutar sem cuidar das feridas
A trabalhar sem procurar descanso
A gastar-me sem esperar outra recompensa senão saber que faço a Vossa vontade Santa
Ámen
Ora, sempre vi em todas estas linhas uma espécie de concretizações de uma fórmula mais simples:
Ensinai-me a Amar.
E é sempre deste fluxo que emana do mais íntimo em direcção ao outro que se fala… cedo compreendi que o oposto ao amor não é, de forma alguma, o ódio.
É o egoísmo, por ser o movimento contrário – um fluxo de absorção.
Amar é dar, não dar isto ou aquilo – dar o que sou, ser para dar.
Se me dou constituo o outro, da mesma forma que sou um resultado da fusão de muitos amores que me tiveram como alvo/receptáculo.
Não morro tão cedo, porque para morrer por completo teriam de desaparecer todos quantos já amei… afinal não morreram todos quantos me morreram, porque vivem em mim – deram-se-me.
Obrigado a todos quantos sou.



