O vento é a melhor metáfora do amor.
De tudo faz e ninguém o vê… conhecem-se apenas os seus efeitos… vêem-se as folhas que voam nele e por sua causa…
Assim também, o amor é de uma invisibilidade tal que os mais cépticos e os adeptos dos factos científicos não encontram espaço, nos seus sistemas, para o Amor.
Revolta profunda foi o que senti quando alguém bem intencionado me tentou convencer que eu, como aliás qualquer outro ser humano, era resultado da fusão fortuita de um (imagine-se: entre 300 milhões por cada ejaculação!!!!) espermatozóide com um óvulo (também ao acaso!!!). Mais, que os meus progenitores eram, também eles, resultado de outros 2 acasos, e eles de 4, e de 8, 16, 32, 64, 128, 256, 512, 1024… QUEM ACREDITA EM TANTOS ACASOS TEM CONCERTEZA MAIS FÉ QUE EU!
O Acaso é apenas um nome que se reserva a complexidades de que desconhecemos a natureza… quando há algo tremendamente difícil de que desistimos damos-lhe o nome de ACASO ou de CAOS. Dois nomes para duas ignorâncias disfarçadas de conhecimento.
Também Deus é invisível, mas conhecem-se os seus efeitos… como defendeu com toda a sabedoria S. Tomás de Aquino: Como pode alguém contemplar verdadeiramente uma flor e tomá-la como sendo fruto do acaso??? A ideia do EU ser resultado de uma evolução qualquer onde gerações atrás de gerações se sucedem até que, enfim mas por acaso, eu nasço me parece tão improvável quanto a ideia de um Adão e de uma Eva…
Não defendo, porque não acredito, na ideia de um par original. Mas também não acredito que EU tenha sido fruto de um acaso global que segrega ao acaso acasos atrás de acasos… Há certamente algo aqui… não acredito no acaso, porque – à maneira dos meus amigos ateus militantes – nunca o vi. O que vejo em meu redor é todo um mundo belo e cheio de pessoas valiosas que TINHAM que ter nascido.
Porque… porque nem um cabelo no chão é um acaso.