
foi um telefonema a meio da tarde...
de muito muito longe,
de alguém que se lembrava de mim
apesar de tudo...
de uma gentileza absolutamente incomum...
talvez nunca como hoje tenha sentido isto.
Já o pensei, sem o ter sentido.
Hoje, por este nosso mundo há quem prefira viver noutro,
sem dores nem fome
nem tendo a morte como sua enfermeira.
Hoje compreendo que os heróis são os que sofrendo,
sorriem… e não os outros,
que sorriem por se terem furtado à dor.
Há mais herói na dor profunda.
O mais implacável dos meus inimigos é a carne que me suporta.
E, há quem não escreva mas tenha muito para ensinar.
Que Deus dê força a todos estes fortes que,
hoje,
lutam contra a fraqueza do homem que são,
a sua corporeidade,
circunstância,
enfim, o ser de que são feitos.
Que hoje e sempre o Divino fortaleça os que neste mundo
não têm o mundo que merecem.
um grande abraço a quem nunca lerá isto que para si escrevi.










