Tuesday, July 10, 2007

sem título





Acredito que no final tudo acaba bem,

se não acabar é porque não chegou ao fim !





Saturday, June 16, 2007

Miguel Castro




Miguel Castro era viúvo e sentia tristeza pela sua vida cheia de solidão. Sentia saudades da sua esposa e sentia ainda mais fortemente o arrependimento pelo que lhe havia feito e dito durante tantos anos de um casamento pouco feliz... que acabara quando conscientemente Miguel Castro assassinou a sua companheira.

Tinham passado muitos anos sobre o assassinato e Miguel tinha acabado de sair da prisão... Levava a vida de um verdadeiro solitário, não precisava de trabalhar pois tinha dinheiro que chegava... precisava do perdão dela, da sua mulher, daquela com quem ele mesmo um dia se comprometeu a amar e um outro dia matou...

Não foi precisa a reclusão do estabelecimento prisional para lhe fazer ver que agira mal... foi no segundo seguinte ao da morte da sua esposa que se arrependeu... é que acaso ela não tivesse sucumbido naquele segundo, ele amá-la-ia para o resto da sua vida... tal a força do sentimento que o encheu.

A prisão foi voluntária e Miguel passou por ela como quem passa por alguém que não conhece numa rua cheia de movimento... quase não deu por nada... esteve absorvido no e pelo amor de alguém que assassinara... pensava calmamente no que tinha feito e no que sentia, passava metade do tempo a dormir e a sonhar com ela, sonhava a realidade que existiria acaso a morte esperasse apenas um segundo... Vivia triste, dormia alegremente... e por isso a prisão foi até o melhor sítio para ele... Agora ele era "livre", podia passear, ir onde queria... foi ao cemitério vê-la... mas o corpo já não estava lá... afinal já tinham passado 20 anos... no seu lugar estava outro qualquer alguém...foi para casa...

Marcava o calendário 16 de Junho de 77, deitou-se e disse:
O meu coração está ansioso por ti... quero ir para junto de ti... sei que me perdoas-te mas tenho medo de me suicidar, por isso gostava que me viesses buscar enquanto durmo... Por favor!!


Depois adormeceu...



Acordou a meio da noite dessa mesma noite e disse:

Oh meu Deus, quero tanto a companhia da minha esposa como a Tua, mas não matarei segunda vez, pois penso que o suicídio é ainda mais imperdoável que o assassinato... pois como Te havia de explicar que infringira a Tua lei para colmatar uma anterior infracção... não! Meu Deus, eu quero ir ter com ela, e Contigo... mas não matarei... Vem buscar-me, se vires que estou certo... ou então ajuda-me a fazer qualquer coisa na vida, qualquer coisa que Tu penses ser melhor...
e adormeceu calmamente...





Miguel Castro acabou por morrer muitos anos depois em terra longínqua... e o tempo que passou entre aquela noite de 1977 e a hora da sua morte foi vivido intensamente, dando... recebendo em troca sorrisos e alguma dor... não voltou a pedir a Deus que o viesse buscar, pedia apenas que o ajudasse a continuar vivo... Na esposa pensava sempre que via algum cadáver por aquelas terras... nessas alturas não evocava o seu nome mas somente rezava a Deus.

Morreu e acordou um segundo depois...





Feliz.

Monday, May 28, 2007

Filipe



Filipe Fernandes vivia numa boa vivenda, tinha mulher e dois filhos pequenos. Queria mudar de vida, recomeçar tudo de novo. Desejava ter coisas melhores, queria muito ser mais feliz.

Sentia a angústia de não poder decidir tudo novamente, mas restavam-lhe ainda forças para se revoltar e, Filipe ia emprega-las todas de uma só vez... Filipe iria procurar no futuro aquilo que no passado lhe tinha falhado.

Fez uma pequena mala com o essencial, despediu-se dos filhos com um beijo, enquanto dormiam, e bateu com a porta.

Pegou no carro e acelerou, acelerou muito. Sentia-se calmo e cheio de paz, mas inquieto com o que iria encontrar.

Filipe decidiu voltar atrás para retornar a casa. Não era definitivamente, mas apenas para explicar àquela com quem casara o porquê do seu adeus. Teve medo e duvidou, quer da verdade, quer da validade, do que ia fazer, mas já tinha feito inversão de marcha e pensou que apesar das hesitações... tinha que ser. Era o que estava certo.

Demorou ainda algumas horas até chegar à casa que o conhecia haviam já mais de 10 anos.

Tocou à porta e passados alguns minutos já estava sentado no sofá descrevendo o seu coração à esposa. Ela chorava...lágrimas de um sofrimento profundo cujo porquê era profundo. Eram gritos do coração e tinham a sua razão.

Filipe partiu depois de tudo ter dito.

Doze meses depois estava já bem instalado num quarto de um bom hotel de um país que sempre desejara conhecer. Tinha arranjado emprego facilmente devido à riqueza do seu currículo.

Conhecera muitas caras e pessoas, mas já sentia que era tempo de arriscar tudo, mesmo TUDO. Uma vida realmente nova.

Procurou então alguém disposto a partilhar consigo tudo o que se pode partilhar. Quase por coincidência viu-a no dia seguinte. Era uma mulher baixa, cabelo ruivo e muito bonita, alguns anos mais nova do que ele.

Duas horas (repartidas por três dias) depois de ter falado com ela, beijou-a. E que maravilhosa felicidade!

Quando chegou o tempo de morrer sentiu um não sei o quê de indiferença perante a vida. Fechou os olhos e com um murro na cama despediu-se deste mundo.

Mundo que ansiará sempre por saber se Filipe morreu feliz...

Mundo que quer, sempre e a todo o custo, encontrar Filipe e perguntar-lhe o que lhe disse Deus quando chegou perto d'Ele.



Sunday, May 20, 2007

mais uma amiga...

digo de mim para mim:

todos vão...

uns ficam, outros, na outra margem esperam... no lugar onde somos pesados de acordo com o peso dos nossos corações...

para os que, por enquanto, cá ficam...
é bom que pensemos que os que passaram para lá, fazem parte do nosso passado.

Que não se deve desperdiçar energias com o que não se pode controlar,

há que olhar em frente,

pensar com clareza...

a fim de que se possa sobreviver...

com qualidade...

poesia de vida a tua.
tragédia de vida a nossa.

ajuda-nos daí...

obrigado Sofia.

Saturday, April 28, 2007

André

Era uma vez... Um grupo de homens que tendo ido passear pelas montanhas resolveram parar no cimo da montanha mais alta, mesmo no cume...

De súbito, um dos homens, o André, perguntou aos outros o que viam, apontando para toda a região que se estendia até ao infinito, os outros deram respostas que ora era um vale, um bocado de terra, uma paisagem bonita, etc. Depois perguntaram ao André qual seria a sua resposta, ao que este respondeu: "Não sei."

Findo o período de descanso, todos se ergueram, menos o André, que permaneceu serenamente a olhar a região que se estendia na sua frente... os outros então disseram-lhe que iriam partir, e que se ele estava tão apaixonado por toda a paisagem, o melhor seria ir visitá-la com eles... mas o André ficou, pois tinha ficado estupefacto quando se apercebeu que não percebia o que era aquilo que se estendia na sua frente.

Na sua cabeça reinava a pergunta: "O que é isto?", e as respostas pairavam descontroladas: "É um vale", "È um bocado de terra", "É uma paisagem", "São árvores e lagos e campos e...". "O que é isto?" não tinha uma resposta, não tinha muitas, não tinha resposta.

Decidiu ir ao encontro dos seus companheiros de viagem... e quando se aproximou deles logo lhe perguntaram: "Então qual é a resposta, já a sabes?". Ao que André permaneceu em silêncio... os companheiros insistiram, mas ele também.

Não passou muito tempo até que o André resolvesse voltar ao cume da montanha... Despediu-se dos outros e caminhou para lá...

Sentou-se confortavelmente e pôs-se a ver "tudo aquilo"...

Algum tempo depois colheu uma flor e viu o "tudo aquilo" na flor... O que era afinal o "tudo aquilo", que estava na paisagem, na flor e depois até num cabelo dos seus???

A resposta a si mesmo foi pronta e esclarecedora:

"- André, não há resposta para perguntas realmente sérias, és um homem e deves conformar-te com estas coisas."

O André aprendeu então a olhar para tudo aquilo, encontrando o "tudo aquilo" em tudo... e sempre a fazer perguntas, com as quais não se preocupava em andar à procura das respostas... Estava feliz... Teve entretanto pena dos seus amigos, pois estavam a perder tudo aquilo que ele vivia, agora tão intensamente.

Alguns dias depois, encontrarem-se todos e começaram a trocar as experiências da viagem... Um amigo começou por dizer ao André o que ele não vira... aquele lago, que do cume da montanha parecia uma simples poça, era na verdade grande e bonito, tinha peixes às riscas, nas margens havia uma plantas curiosas e havia até formigas de uma cor que ninguém soube explicar, etc.

André sorria-lhes, e eles acabaram por ficar tão indignados, que lhe perguntaram porque sorria. E disse:

"- Vocês viram tudo isso, mas precisaram de andar muito, de se cansarem ainda mais, e no entanto, eu, lá de cima, vi tudo isso que vocês não viram... É que quem olha para o chão também consegue ver as estrelas, assim como de noite se pode ver o sol... Conhecer uma pedra é ter a percepção imediata da sua natureza íntima... que é a mesma para tudo, o ser."

Um deles interrompeu-o:

"- Mas responde-me lá à pergunta que a todos fizeste, o que é tudo aquilo???"

O André ficou um tempo em silêncio e por fim disse-lhes:

- A minha resposta é o silêncio...

- O quê? tens de definir.
- ... ... ... É que se eu definir qualquer coisa, já a estou a privar de aspectos que essa mesma coisa possivelmente também é... e como um todo só se deixa definir nas suas partes constituintes, logo se defino algo, também tenho que definir o todo onde se definiu a coisa, e o todo onde está o todo em que está a coisa, e daí por diante..."

Os amigos levantaram-se e foram embora. Alguns deles, dias depois, foram sentar-se no cume da montanha, mas nunca nenhum deles viu o mesmo que o André...

Nunca mais ninguém soube que o André se tornara num homem muito feliz, e isso desde o momento em que percebeu que as perguntas realmente sérias não têm resposta, ou melhor, até têm... só que não é para os homens compreenderem...

Morreu anos mais tarde...

Só depois disso compreendeu tudo o que há para compreender...



Monday, April 09, 2007

Sócrates... ser ou não ser (engenheiro)?


já mandei!


Ora, se fez pós-graduação em sanitária...
algo teria que ter feito antes....

Thursday, March 29, 2007

Revolução da Alma


Recebi um texto por e-mail com a indicação de que teria sido obra de Aristóteles...

Em virtude da minha formação, duvidei...

Na realidade, este texto "Revolução da Alma" foi extraído do livro "Decidi ser Feliz", de Paulo Roberto Gaefke , editado em 2002.

Embora a última frase seja realmente de Aristóteles.

Com o maior dos respeitos pelo português do Brasil, tomei a iniciativa de o "traduzir"/adaptar para um português mais perto do português falado em Portugal.


Ninguém é dono da tua felicidade,
por isso não entregues a tua alegria,
a tua paz,
a tua vida nas mãos de ninguém,
absolutamente ninguém.

Somos livres,
não pertencemos a ninguém e não podemos querer ser donos dos desejos,
da vontade ou dos sonhos de quem quer que seja.

A razão da tua vida és tu mesmo.

A tua paz interior é a meta da tua vida.


Quando sentires um vazio na alma,
quando acreditares que ainda te está a faltar algo,
mesmo tendo tudo,
remete o teu pensamento para os teus desejos mais íntimos
e busca a divindade que existe em ti.

Pára de, a cada dia, colocares a tua felicidade mais distante.

Não coloques objectivos longe demais das tuas mãos;
abraça os que estão hoje ao teu alcance .

Se andas desesperado com problemas financeiros,
amorosos ou de relacionamentos familiares,
busca no teu interior a resposta para te acalmares.

És o reflexo do que pensas diariamente.

Pára de pensar mal de ti,
e sê o teu melhor amigo... sempre.

Sorrir significa aprovar,
aceitar,
felicitar.
Então abre um sorriso e aprova o que o mundo que te quer oferecer de melhor.

Com um sorriso no rosto as pessoas terão de ti as melhores impressões,
e estarás a dizer a ti mesmo,
que estás "pronto" para ser feliz.

Trabalha,
trabalha muito a teu favor.

Pára de esperar a felicidade sem esforços.

Pára de exigir das pessoas aquilo que nem tu conquistaste ainda.

Critica menos,
trabalha mais.

E não te esqueças nunca de agradecer.
Agradece tudo que está na tua vida neste momento,
inclusive a dor .

A nossa compreensão do universo ainda é muito pequena
para julgar o que quer que seja da nossa vida.

Por fim,
acredita que não estaremos sozinhos nas nossas caminhadas,
um instante sequer,

se nossos passos forem dados em busca de justiça e igualdade!!!

"A grandeza não consiste em receber honras, mas em merecê-las."


Sunday, March 18, 2007

João Pedro


A esposa de João Pedro acabara de ficar grávida e se já viviam com grandes dificuldades, o amanhã do bebé adivinhava-se bem pior.

João Pedro estava desempregado por já longos 4 meses, tinha sido uma falência do escritório. A sua mulher trabalhava 12 horas por dia numa fábrica.

Quando soube da gravidez da sua mulher, o que fez foi começar a procurar emprego com cem vezes mais esforço do que aquilo que já estava a fazer.

Conseguiu ao fim de mil
nãos, um sim. Tinha o problema de ser um pouco sujo, tratava-se de manutenção de esgotos, a pior parte de tal coisa. Ele ficou feliz pois o salário era relativamente bom e assim havia a possibilidade de sustentar com mais segurança aquele que se esperava.

Começou o seu trabalho no dia seguinte. Foi só ao chegar a casa que se apercebeu do estado em que estava, as roupas sujíssimas e o cheiro, um cheiro tão nauseabundo que até lhe deu vontade de rir. Sua mulher, quando chegou, fez uma cara indescritível, olhando-o de forma fria.

Passadas duas semanas, e ainda antes do primeiro salário entrar em casa, a esposa de João Pedro sentou-se diante dele e disse-lhe que aquele emprego era indigno e que aos olhos de outras pessoas até ela ficava mal vista -
O meu marido trabalha nos excrementos! - E afirmou que iria separar-se dele pois a situação tinha atingido tal ponto que já só havia a solução de quebrar a relação. Saiu de casa sem o ouvir sequer, levou tudo... até aquilo que tinha no seu ventre e que não era só seu. Só deixou a morada para onde ia, isto para ele lhe enviar dinheiro (se quiseres!) e a indicação expressa para que ele não tentasse sequer voltar a vê-la.

João Pedro continuou a trabalhar no mesmo sítio... não havia nada melhor. Enviava mensalmente 3/4 do seu ordenado para a morada que ela lhe tinha deixado num bocado de papel pardo.

Completamente só, vivia para o final do mês, para o cheque que se trocava por dinheiro e este por um vale postal, que por sua vez era enviado para a morada.

Foi assim durante muito tempo. A sua (ex-)? mulher teve um filho, foi despedida antes de o ter, pois não houve compreensão para a licença de maternidade, os tempos eram de crise. Nunca mais conseguiu arranjar emprego. Vivia do vale-postal e nem o apelido do pai pôs no nome do menino... Sempre achou indigno trabalhar
nos excrementos.

João Pedro viveu com cerca de 1/4 do seu salário durante muitos anos, quando era aumentado aumentava, também ele, a fatia para o vale-postal. O menino cresceu e fez-se um homem que quando se apercebeu do vale-postal procurou de imediato explicação. Não a obtinha em lado algum, mas persistindo acabou por chegar à morada remetente do papel que valia dinheiro. Era a morada de quem os sustentava a ele há anos. Pensou que era um ricalhaço qualquer, mas mesmo assim resolveu ir até ao fim, havia que ver a cara de quem enviava o crédito mensal.

Era uma barraca, junto dos vizinhos perguntou coisas e esperou para ver a cara do tal Sr. João Pedro.

João Pedro chegou, e ao fim de pouco tempo, aquele velho e o jovem (re)conheciam-se pai e filho...

Depois de horas de diálogo:

- Mas afinal, meu filho, como é que te chamas?

- Acabei de nascer à pouco e chamar-me-ei João Pedro!

O velho João Pedro morreu num acidente de trabalho ao fim de dois dias...

O jovem João Pedro saiu de imediato da casa da mãe para ir viver para a do seu falecido pai, ocupando igualmente o lugar do pai na manutenção dos esgotos. Ao sair de casa da sua mãe nada disse, só prometeu 3/4 do salário.

João Pedro, o pai, chorou... anos e anos pelo filho, por tamanha dignidade.

Chorou até sorrir quando se deu conta dos porquês da sua história.

Saturday, March 03, 2007

Filosofia


Sim, considero-me filósofo (que me desculpem todos quantos têm outros critérios onde não encaixo nessa categoria)... e há dias, enquanto pensava no sentido da existência acabei, de súbito, por me ver confrontado com uma ideia tão forte quanto evidente...

Os dias que se seguirem ao dia da minha morte serão ainda... dias da minha vida.




Wednesday, February 21, 2007

Um poema de Anónimo (um dos meus autores favoritos)

À medida que vamos crescendo
aprendemos que até aquela pessoa que era suposto nunca nos desiludir...
provavelmente o fará mesmo.

Sentirás o coração destroçado
Provavelmente mais do que uma vez
E que de cada vez é sempre mais doloroso.

Também tu destroçarás corações
Pelo que te deves lembrar do que sentiste quando te aconteceu a ti

Discutirás com o teu melhor amigo
E culparás o teu novo amor por coisas que um anterior te fez.

Chorarás por que o tempo passa demasiado depressa
E certamente perderás alguém que amas

Por isso, tira muitas e muitas fotografias
ri-te muito e muito

e ama como se nunca tivesses sido magoado

Porque cada sessenta segundos que desperdiças aborrecido

é um minuto de felicidade que nunca te será devolvido

Não temas por teres que morrer, teme por poderes nunca chegar a viver

Anónimo




A minha amiga Anne Morrison enviou-mo...

Com o meu amigo Wilson traduzi-o...



versão original:
As we grow up, we learn that even the one person that wasn't supposed to ever let you down probably will. You will have your heart broken probably more than once and it's harder every time. You'll break hearts too, so remember how it felt when yours was broken. You'll fight with your best friend. You'll blame a new love for things an old one did. You'll cry because time is passing too fast, and you'll eventually lose someone you love. So take too many pictures, laugh too much, and love like you've never been hurt because every sixty seconds you spend upset is a minute of happiness you'll never get back.
Don't be afraid that your life will end, be afraid that it will never begin.