Saturday, September 15, 2007

Avô Manfred


Andava em arrumações e fiquei espantado com uma foto do meu avô, Manfred von Richthofen, e como me achei parecido com ele resolvi publicar a foto!!!

Wednesday, September 05, 2007


Mais ou menos por alturas do reino de Tibério, ninguém sabe exactamente onde nem quando, um personagem de que se ignora o nome, abriu uma brecha no horizonte dos homens. Não era, certamente, nem filósofo nem tribuno, mas deve ter vivido de tal maneira, que a sua vida se tornou sinal de um anúncio revolucionário: cada um de nós pode, em cada instante, começar um futuro novo.

Dezenas, para não dizer centenas, de narradores populares cantaram essa Boa Nova. Ficaram-nos três ou quatro dessas narrativas. Para exprimir o choque que tinham recebido, os seus autores serviram-se de imagens de gente simples – os pobres, os ofendidos, os humilhados – quando se põem a imaginar que tudo se tornou possível: o cego começa a ver, o paralítico que anda, os esfomeados do deserto que recebem pão, a prostituta que se ergue para uma vida de mulher, a criança morta que recomeça a viver.

O amor desse homem deve ter sido um amor militante, subversivo. Sem isso, não teria sido crucificado. E para que a sua Boa Nova fosse anunciada até ao fim, foi preciso que, pela sua ressurreição, ele vencesse todos os limites, mesmo o limite supremo que é a morte.

Os eruditos podem contestar um ou outro facto desta existência, mas isso nada muda esta certeza fundamental que transforma a vida. Foi acesa uma fogueira. Se ela arde, é porque houve uma chama inicial que lhe deu origem.

Todas as certezas, até então, meditavam sobre o destino, sobre a necessidade metafísica dos acontecimentos. Esse homem mostrou a loucura desses raciocínios. Ele, o contrário do destino. Ele, a liberdade, a criação, a vida. Ele, desfatilizou a história.

Nele se realizaram as promessas dos heróis e mártires que anunciaram o despertar da liberdade do homem. Não veio cumprir apenas as esperanças de Isaías ou as cóleras de Ezequiel. Veio também quebrar as cadeias de Prometeu e os muros de Antígona, imagens míticas do destino. Nele morriam os deuses e despertava o homem. Era como se o homem nascesse de novo.

Contemplo hoje a cruz que se tornou o seu símbolo e penso em todos os homens que alargaram a brecha por ele deixada: de João da Cruz, que à força de contemplar o nada, nos ensina a descobrir o tudo; a Karl Marx, que nos mostrou como se pode transformar o mundo; a Van Gogh e a todos os que nos fizeram tomar consciência de que o homem é demasiado grande para se satisfazer a si mesmo.

Vós todos, que vos dizeis guardiães dessa grande esperança que Constantino nos roubou, devolvei-no-la. A sua vida e a sua morte pertencem-nos também, a todos aqueles para quem elas têm um sentido. A todos nós que aprendemos dele que o homem nasce criador.

É nesse poder criar, atributo divino do homem, que a minha oferta de presença se torna real. Ela está aqui, cada vez que nasce qualquer coisa de novo, que vem engrandecer o homem: no mais louco amor ou na descoberta científica, no poema simples ou na revolução criadora.

Roger Garaudy
(humanista marxista – Ex-dirigente do Partido Comunista Francês)

Sunday, September 02, 2007

A eternidade num segundo só.


Faz o bem
É o que buscam os homens bons.
Procura no mundo apenas dores para sarar.
Onde há uma dor, aí vai haver remédio.
Onde há pobreza, aí vai a ajuda.

Nunca busques água;
Mostra apenas que está sedento,
E a água jorrará em teu redor.


Era uma vez há já uma eternidade de tempo:

Estava de lá a voltar, quando me apercebi que havia conhecido o Coração do Mundo Mais Fundo.

Podia o mundo do quotidiano teimar em não querer que lá fosse. A própria racionalidade não encontrava um argumento só a favor de um “tal disparate”... mas o coração reclamava para que fosse... e deixei-me ir...

E quando as distâncias se estreitaram e os longes se tornaram íntimos, foi altura de mistérios e suspeitas darem lugar a tremendas certezas e dúvidas mais fundas.

Nessa altura, contemplei o silêncio e pude escutar a beleza das formas. Brilhos no pormenor, tons que se entregavam em suaves modulações de cor. Fechei-me ainda mais dentro de mim... deixando para traz tudo o que tenho por comum ser eu.

Como se se tratasse de seguir em sentido contrário à corrente do meu ser para lhe buscar a nascente... segui em devota peregrinação rumo ao mais íntimo da minha intimidade, onde, para lá do infinito caos que blinda o acesso à pura fonte, encontrei. Encontrei-me. Um outro eu... um tu.

Cruzámos palavras, trocámos olhares, retribuímos expressões e desvelámo-nos mutuamente. E eis que finalmente os braços, fartos de se abraçarem a si mesmos, encontraram outros braços para abraçar.

Revolvemo-nos, envolvemo-nos, e permitimo-nos ir de um ao outro... num regime de quase insana generosidade. Acto simultaneamente heróico e cobarde esse de se dar por inteiro. Depuração do desprendimento.

Encontro de um no outro, fazendo brotar todo um mar de vida e amor o que ultrapassa as partes que o compõem... implosão do infinito no finito.

Tranquilo, senti que havia mais sentido em toda a minha vida do que aquele que alguma vez poderei entender... mas vislumbrei um caminho a fazer e a percorrer, por onde só anda quem confia por inteiro na sabedoria que afirma que as dores são o preço do que lhe sucede.

Existem momentos em que um simples pedaço de tempo nos oferece toda uma ampla compreensão de nós próprios, do mundo que nos rodeia e do futuro pelo qual devemos lutar...

Estava de lá a voltar, quando me apercebi que havia conhecido o Coração do Mundo Mais Fundo.

Teu amor chegou e partiu feliz.

Depois retornou, envolveu-se mas preparava-se para se retirar novamente.

Timidamente te pedi: “Permanece dois ou três dias!”

Então, sentaste-te junto a mim e... esqueceste-te de partir.



Tuesday, August 28, 2007

Um outro olhar sobre a alma




As mãos. São a nossa forma de mexer no mundo, sendo que a forma como o fazemos acaba por nelas se reflectir... assim, umas mãos de guerreiro encerram em si marcas disso, ou uma mão de princesa generosa tem em si o carinho que semeia em seu redor. Não há nelas marca de actividade própria.... são a extensão que submetida a emoções e pensamentos faz mundo do mundo que há.

Em termos antropológicos salienta-se a libertação/contraposição do polegar como responsável pela capacidade manipulatória.

Em termos de cirurgia estética as mãos são um impossível... querem saber a idade de alguém reparem nas mãos...

Em termos estéticos, permitam que as apresente como passíveis de uma tal harmonia que muito dificilmente pode ser ultrapassada. Não são só cinco dedos, mas cinco unhas, e catorze articulações com 2 perspectivas, interior e exterior... na palma há linhas, pequenos montes e enrugados. Se uma impressão digital nos distingue de qualquer outro ser humano... e se forem cinco? Dez? E a conjunção de todos os elementos? Um composto capaz de funcionar como marca divina, ao mesmo tempo que, basta um pequeno pormenor em divergência com o conjunto para que se perca toda a beleza. Uma simples dissonância e toda a melodia celestial passa a ser ruído, barulho, desconforto.

Não, não... as mãos da minha mãe, por exemplo são belíssimas... sublimes. São calejadas mas nos seus calos são marcas do seu trabalho honesto e dedicado; tem dedos tortos mas as linhas do desvio são esplêndidas na sua delicadeza. Quando acarinha a aspereza do seu toque é deliciosa.

Não, não... só queria que ficasse evidente que umas mãos excelentes (chamemos-lhe “mãos-de-mãe”) estão longe de ser as de um qualquer anúncio a um qualquer creme... se se reparar de perto há ali futilidade, vaidade e um cuidado em mascarar algo.

Não, não... já vi muitas mãos, foi o meu pai que me ensinou a olhar para elas... sondo-lhes, quando possível, cada detalhe... perscruto as de quem quero avaliar o valor enquanto pessoa... e a sorte que eu tenho tido com isso!!!!!

Ah! Depois há as segundas... os pés. Sim também são umas mãos... podem andar escondidos mas estão lá... podem ser bonitos mas não belos... Acredito que anunciam de forma quase mágica o interior de quem suportam... é a própria Terra que treme por debaixo da alma que segura os meus dois pés quando me é permitido contemplar pés... mas pés-de-mãe.
Não, não... jamais substituem ou sequer desobrigam de uma investigação às mãos... pois nos pés há todo um lado de indizível... só uma sensibilidade apurada ao requinte poderia dar-se ao luxo de o fazer... sobre estas outras mãos, confesso que tento analisar e avaliar mas os critérios que utilizo são-me estranhos a mim próprio...

Conheço quem adore praia pois que à beira mar (onde não se enterram) sondar pés de gente... claro que não se trata de um desvio de comportamento, uma parafilia qualquer... é apenas uma forma diferente de ver as pessoas. Uma perspectiva diferente sobre o coração. Sempre tomei os conselhos deste meu amigo por bons... curioso é que me procura quando quer opinião sobre determinadas mãos. Disse-me que também os meus pareceres são válidos...

Talvez sejamos os doidos tontos... talvez apenas atentos a aspectos essenciais que de forma mais transparente revelam os fundos e profundos de alguém.

Wednesday, August 15, 2007

João



Era um rapaz que um dia resolveu escrever uma carta...

Queria libertar tudo aquilo em que pensava... aquilo que sonhava... aquilo que tanto o fazia sofrer... queria libertar tudo isto e escreveu:




João:

Sei que aquilo que sonhas jamais se concretizará, e por isso tanto sofres... sofres ainda mais pelas tentativas que fazes para te habituares, ou melhor, para tentares contentar-te com o que tens...

Não sei o que te posso dizer, pois no fundo tu és eu, e sei o que se passa contigo, e muito melhor do que ninguém... no entanto, João, luta, não te contentes com o que tens e não te contenta... luta pelos teus sonhos e se tal batalha te for desfavorável... pelo menos tentaste, e isso... isso não sei se vai ser melhor se pior do que o que agora sentes...

Um abraço,

João.




Passaram anos e o João nunca se submeteu totalmente à sua (triste) realidade, assim como nunca lutou com todas as suas forças... e chegou o dia em que se tomou a decisão fracturante... em que chorou e em que fez o que não sabia bem o que era... Fugiu...


Fugiu da realidade e do sonho, correu tão depressa que não se deixou apanhar por aquele que fora outrora...

Não se soube mais nada... nem do João nem daquele que lhe fugiu... a não ser que o que há de mais certo é que todos temos que morrer... morrer no real, morrer nos sonhos e morrer na fuga...

Gostava tanto de saber daquele de que o João fugiu...

-...João!?!... João!?!

- O João morreu e o outro também... mas o Outro não.





Sunday, August 05, 2007


Encontrarás o sentido da tua vida
se fores capaz de a contar
como uma história de amor.


Nuno Tovar de Lemos, O Príncipe e a Lavadeira.

Saturday, July 28, 2007

Do outro lado do oceano




Qual Dom Quixote, também tentou mais tarde, escrevendo, descrevê-la... mas os moinhos eram ainda e sempre moinhos.

Partilhou com um bom amigo e isso aliviou-lhe o fardo... Dizia alguém que a grandeza de carácter se pode medir pelos segredos que a pessoa leva consigo para outro mundo sem que deste lado ficasse rasto. Mas também, de facto, a sua história desse dia não era passível de ser contada, por mais eloquente que um cérebro fosse, por melhor que fosse a ligação entre o pensamento e a linguagem, era impossível. 99% perder-se-ia... Não era um facto de inteligível mas de emoção pura...

Naquela manhã tudo foi frustrante, diferente e original.

O comboio estava já na linha do horizonte e ele na gare... não queria acreditar... não ficou lá nem um minuto mais assim que concretamente compreendeu que nunca o conseguiria.

De coração aos saltos tentou num último esforço alcançar a segunda carruagem, sem sucesso. Já era tarde. Um minuto. Um só, sem metáfora, 60 segundos teriam bastado. Tivesse-lhe o tempo concedido isso e poupavam-se as gotas de sangue que lhes escorriam do coração.

Não, não o queria apanhar... tão só olhar o que estava para lá de determinada janela. Uma das da segunda carruagem. E corria. Tentando alcançá-la. Só podia ser assim. Havia-se cumprido todo um caminho de loucos até ali, faltava tão pouco... Nem que um sortilégio qualquer inesperadamente o fizesse conseguir.

Faltava menos de um minuto até que os carris começassem a puxar o comboio, não conhecia o caminho exacto para encontrar a plataforma certa mas uma pista era suficiente: 3. Encontrou-a sem engano mas era longe e o relógio teimava em não perdoar uma única batida. Muito mais rápido batia aquele coração... era algo sem sentido mas com um tremendo sentimento. Queria olhar. Só olhar. Nada mais que um beijo de olhares.

Minutos antes, dentro do carro fazia-o voar a pique em direcção à estação central porque queria chegar a tempo. Não sabia quanto tempo faltava, mas nunca ousou perder uma migalha apenas.

De súbito tomou uma decisão. Tinha de conseguir. Era como nas histórias, o final só poderia ser feliz ou chegaria a tempo e qualquer palavra seria desnecessária. Ou chegaria tarde e nada e ficaria a história de uma perda de tempo.

Sim. Vou já.

Parada?

Onde estás?

Olá.


Um pedaço, farrapo de tempo que tantos desperdiçam e o horizonte não engoliria aquela caravana de metal sem que na estação tivesse cumprido a sua missão.

Uma evidente e irónica forma metafórica de espelhar o que viria a acontecer depois?

A vida é assim! Uma maravilha de incertezas. Um universo de possibilidades que a cada segundo se determinam, ao mesmo tempo que outras tantas surgem na linha do horizonte... De nada nos vale prever o futuro, por muito que se sonhe somos feitos para viver. Não há saída. É viver. Estar vivo e querer estar.

Os melhores e os piores momentos da nossa existência, vistos ao longe não são sequer oscilações... apenas pontos de uma linha recta que nasce no céu e ao céu torna.

Podemos sim sorrir ao contemplar a nossa vida. Ficar feliz por ela e por nós. Agradecer a Deus a possibilidade, o Dom.

Mas há sempre vida depois. A vida não se perde. A morte nada é senão uma porta para onde tudo faz sentido.

Cada um de nós é uma séria esperança. Um não-acaso absoluto.

Nestes hojes, só consigo sorrir perante TUDO quanto a vida é.

Monday, July 16, 2007


Sinto-me fugir, a cada dia, de tudo o que faço.

Recordo com angústia o ontem que me sorriu.

Lamento o que era e já não sou.


Quero o passado com todos os que me rodeavam...


Anseio o futuro com todas as suas boas possibilidades.


Sinto falta de viver de outra forma,


e tendo o amanhã para isso, não abro mão de sonhar.


Hoje, hoje sinto-me muito triste...


Com uma paz de derrotado,


Com a certeza profunda de que sou um injustiçado,

por um qualquer tribunal que desconheço.


Sou totalmente responsável por mim,


talvez seja isso aquilo com que não sei lidar,


a condução de meu ser.


Preciso de ter algo diferente de mim


e que sirva para eu culpar de tudo


De tudo o que de triste se me manifesta no coração.


Queria ser outro, mas sou eu.


Assim sendo, estou triste.


Só que eu sonho


e ansiosamente espero por aquilo que ouso sonhar,


Este sou eu, hoje.


Eu,

Tuesday, July 10, 2007

sem título





Acredito que no final tudo acaba bem,

se não acabar é porque não chegou ao fim !





Saturday, June 16, 2007

Miguel Castro




Miguel Castro era viúvo e sentia tristeza pela sua vida cheia de solidão. Sentia saudades da sua esposa e sentia ainda mais fortemente o arrependimento pelo que lhe havia feito e dito durante tantos anos de um casamento pouco feliz... que acabara quando conscientemente Miguel Castro assassinou a sua companheira.

Tinham passado muitos anos sobre o assassinato e Miguel tinha acabado de sair da prisão... Levava a vida de um verdadeiro solitário, não precisava de trabalhar pois tinha dinheiro que chegava... precisava do perdão dela, da sua mulher, daquela com quem ele mesmo um dia se comprometeu a amar e um outro dia matou...

Não foi precisa a reclusão do estabelecimento prisional para lhe fazer ver que agira mal... foi no segundo seguinte ao da morte da sua esposa que se arrependeu... é que acaso ela não tivesse sucumbido naquele segundo, ele amá-la-ia para o resto da sua vida... tal a força do sentimento que o encheu.

A prisão foi voluntária e Miguel passou por ela como quem passa por alguém que não conhece numa rua cheia de movimento... quase não deu por nada... esteve absorvido no e pelo amor de alguém que assassinara... pensava calmamente no que tinha feito e no que sentia, passava metade do tempo a dormir e a sonhar com ela, sonhava a realidade que existiria acaso a morte esperasse apenas um segundo... Vivia triste, dormia alegremente... e por isso a prisão foi até o melhor sítio para ele... Agora ele era "livre", podia passear, ir onde queria... foi ao cemitério vê-la... mas o corpo já não estava lá... afinal já tinham passado 20 anos... no seu lugar estava outro qualquer alguém...foi para casa...

Marcava o calendário 16 de Junho de 77, deitou-se e disse:
O meu coração está ansioso por ti... quero ir para junto de ti... sei que me perdoas-te mas tenho medo de me suicidar, por isso gostava que me viesses buscar enquanto durmo... Por favor!!


Depois adormeceu...



Acordou a meio da noite dessa mesma noite e disse:

Oh meu Deus, quero tanto a companhia da minha esposa como a Tua, mas não matarei segunda vez, pois penso que o suicídio é ainda mais imperdoável que o assassinato... pois como Te havia de explicar que infringira a Tua lei para colmatar uma anterior infracção... não! Meu Deus, eu quero ir ter com ela, e Contigo... mas não matarei... Vem buscar-me, se vires que estou certo... ou então ajuda-me a fazer qualquer coisa na vida, qualquer coisa que Tu penses ser melhor...
e adormeceu calmamente...





Miguel Castro acabou por morrer muitos anos depois em terra longínqua... e o tempo que passou entre aquela noite de 1977 e a hora da sua morte foi vivido intensamente, dando... recebendo em troca sorrisos e alguma dor... não voltou a pedir a Deus que o viesse buscar, pedia apenas que o ajudasse a continuar vivo... Na esposa pensava sempre que via algum cadáver por aquelas terras... nessas alturas não evocava o seu nome mas somente rezava a Deus.

Morreu e acordou um segundo depois...





Feliz.