Thursday, December 29, 2005

Moleskine



Confesso que este é um post íntimo.

Eu gosto tanto de Moleskine!

O que é um Moleskine? É uma marca de cadernos cuja perfeição se revela nos mais ínfimos pormenores. Existem na linha Moleskine uma panóplia de modelos com diferentes tamanhos e layout de página.

Existe apenas um modelo que nunca comprei e que me parece pouco adequado: a agenda anual... há claro vários modelos! Mas a minha resistência deve-se ao facto de respeitar tanto a folha em branco de um Moleskine que me parece ser quase um crime preenchê-la com banalidades.

Ah claro, há sempre quem diga: caros!!! Pois para a maior parte de vós pode parecer que não há caderno que valha 10 euros, mas há...

Tenho um tal respeito pelos Moleskine que nada de importância escrevo à mão sem ser num dos míticos cadernos, teimei perante mim mesmo porque enquanto não encontrei o modelo perfeito para elaborar apontamentos para a tese de doutoramento não dei início aos trabalhos, o que demorou cerca de 3 meses!

Outra miséria pessoal acerca dos famosos cadernos é o facto de, pessoalmente, nunca ter os suficientes... até porque quando quero dar uma lembrança/prenda com classe lá se vai um dos meus... espero que este texto me ajude a inverter a tendência de os só dar...

Procurem-nos...




6 comments:

Lost in Space said...

eu tb tenho um Moleskine. como o "meu" Hemingway... e tantos outros...
está quase cheio. de palavras, desenhos, algumas colagens. está cheio de mim.
e vou continuar... novas páginas. novos "eu" :)

Vanessa said...

se precisares podes procurar na minha mala. andam por lá dois. e sim, este ano ofereci uma agenda anual, mas sabes, a minha continua a ser da Taschen. Este ano?? Paris!!!

Flávia said...

Gostei mt deste post!

Vanessa said...

apagaste o meu comment...

Lost in Space said...

reparei agora que no seu profile diz que gosta do Jorge Palma... eis uma faceta sua que desconhecia...
;)

Azenhas said...

...gostei muito do moleskine.
De onde vem a marca?
Qual a sua história?
À quantos anos existe?

Fui à net pesquisar, e apareceu um texto de Pedro Mexia:

Geração Moleskine
"Se, como escrevi em crónica recente, toda a gente da minha geração anda com sacos amarelos (FNAC), acrescento agora que quase toda a gente anda também com cadernos Moleskine. Pelo menos os jornalistas, escritores, artistas, bloguistas e aparentados. Às vezes, em roda de numa mesa, oito ou nove tipos sacam do Moleskine, ao ponto de se confundirem, como telemóveis.

Os Moleskines têm dois séculos. O seu ponto mais alto esteve na popularidade entre modernos ou modernistas Van Gogh, Matisse e Hemingway. Como explica o folheto que acompanha cada exemplar, este é "o lendário caderno de artistas e intelectuais europeus", que tem albergado "esboços e notas, ideias e emoções" de muitos notáveis. Não são portanto apenas itens vulgares para rabiscar gatafunhos: são um mito. E também (cito de novo) uma "testemunha do nomadismo contemporâneo".

Estes cadernos de apontamentos têm formato de bolso, capa tipo oleado preto, um marcador e um elástico exterior. São o cúmulo da solidez e da elegância. Mas são sobretudo (daí o espantoso sucesso) uma marca de prestígio, com enormíssima caução cultural. Não se pode referir os Moleskine sem lembrar Bruce Chatwin, que comprava os seus caderninhos às centenas numa papelaria parisiense, os numerava, escrevia um endereço e indicava uma recompensa em caso de extravio.

Os Moleskines deixaram de ser fabricados em 1986 (Chatwin conta o episódio em O Canto Nómada), mas foram retomados em 1999, desta vez com todos os formatos e feitios, com linhas, lisos, quadriculados, em forma de agenda, com diferentes papéis. Foi um regresso acolhido em apoteose. Ao ponto de "caderno de apontamentos" se dizer agora "moleskine", mesmo quando não é um Moleskine. Gente que se preze não anda com blocos Castelo nem com agendas rústicas, mas exibe o seu precioso Moleskine, que acaricia como se fosse um adereço erótico.

Há quem diga que isto é snobismo. Ou mesmo fetichismo. Mesmo porque, como escreveu o sociólogo marxista, a "cultura" também é um estatuto. Acontece que o Moleskine é mesmo o melhor caderno do mercado. E não quero outro caderno que não esse. Chamem- -me snobe que eu gosto."


descobri ainda que já terminou o leilão do moleskine em http://www.inde.pt/EmFoco1.htm

Assim que conseguir encontrar, compro um pois adorei a sua simplicidade e ao mesmo tempo capacidade de personalização.

Um abraço,